O “arroz com feijão” do marketing: criar nomes para empresas
Na semana passada falei sobre a importância de estar presente na rede mundial de computadores com um site que seja eficiente na captação de clientes e na transmissão da imagem da empresa. Hoje quero falar sobre a criação do nome da empresa e de algumas armadilhas que a tarefa pode nos reservar.
Esta atividade de “dar nome aos bois” talvez seja uma das mais difíceis em comunicação e marketing, pois exige o máximo da nossa capacidade de sintetizar em poucos caracteres uma imagem, um conceito, uma atitude, um objetivo. Há ótimos profissionais na área, mas também há muita gente que, aparentemente, pensa em todos os aspectos da empresa, menos neste.
Vamos a um exemplo típico. Sem nenhum juízo de valor sobre a classe jurídica, eu pergunto: qual o motivo para que 90% dos escritórios do país sejam denominados pelos sobrenomes dos sócios, tipo “Cleber Cleiton Claudio Clovis Advogados Associados”? Pensem na telefonista que precisa falar o nome da empresa, identificar-se e ainda saudar o cliente. “Cleber Cleiton Claudio Clovis Advogados Associados Carolina Boa tarde”. Aãhn?
Quando a empresa prospera, inevitavelmente o nome é reduzido. Ou fica apenas a primeira parte, ou opta-se por uma nova marca. Para mim isto é retrabalho e poderia ser evitado com um planejamento adequado. Na hora de registrar um domínio para o site da banca de advogados, acontece o mesmo. De todos os grandes escritórios do país com nomes compostos, se a memória não falha, nenhum reproduz no domínio a mesma grafia.
Não se trata de uma crítica aos advogados, mas sim de um alerta. Ao montar um escritório, procure um nome fantasia que seja mais simples e que transmita o conceito do seu negócio. Em último caso, procure um profissional de comunicação. Eu já ouvi especialista referindo-se a esta questão como pronunciabilidade da marca. Não sei se é apenas um neologismo ou se de fato o termo existe. Mas vale a pena pensar a respeito.
Outro exemplo é o de nomes de empresas em outras línguas. Pense na academia de ginástica que decide colocar um nome em inglês para ficar mais bonito, como “Fitness Beauty & Co.” Será que o site vai ficar assim: www.fitnessbeautyco.com.br? Do ponto de vista de marketing eu realmente não acho uma boa escolha. Uma alternativa seria registrar um domínio alternativo, capaz de vender a idéia principal sem abusar do inglês. Exemplo: www.ginasticaesaude.net.br. Em termo de “pronunciabilidade” facilita bastante, não?
No final das contas, o básico ainda faz diferença. Ao escolher um nome para sua empresa, pense no seu público-alvo, nos canais pelos quais você vai divulgar aquela marca, em como o cliente vai receber a comunicação, etc. Esse “arroz com feijão” quando bem feito traz resultados garantidos. Pense nisso.
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