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O “arroz com feijão” do marketing: a internet

Tudo começou no Twitter, quando postei uma observação sobre o que seria o “arroz com feijão” do marketing. Para minha surpresa, um conceito óbvio para mim não era tão óbvio para alguns colegas, que me escreveram questionando a minha afirmação. Daí surgiu a ideia desta série de artigos, para falar sobre o “arroz com feijão” do marketing.
Antes de tudo, o devido crédito a quem criou o conceito: a dona-de-casa. Ela é quem sabe, melhor de que todo mundo, que se não há dinheiro para comprar filé mignon, garanta a sua sobrevivência com arroz e feijão! Elas sempre souberam dessa receita básica, e hoje todo nutricionista que dá entrevistas ressalta a importância do mais típico prato de nossa cozinha.
Transportando para o ambiente empresarial, o que é o “arroz com feijão” em termos de marketing? O básico, o essencial para que sua empresa sobreviva e prospere. Hoje falo da internet, mas nos próximos artigos abordo outros pontos básicos do marketing “arroz com feijão”.
Sua empresa precisa de um site? Sim, sim e sim. Com a estabilidade econômica proporcionada pela moeda (já se vão mais de 15 anos desde que o FHC lançou o real) e com o barateamento da tecnologia, cada vez mais o brasileiro tem acesso à internet. E o melhor: o brasileiro gosta da internet! De acordo com o IBGE/Net Ratings, o número de pessoas com acesso à internet no Brasil ultrapassou a marca de 40 milhões em 2008. Em média, cada internauta brasileiro passa mais tempo na web do que japoneses, americanos, australianos e franceses.
Segundo o Marketing Vox, em dezembro de 2009, pessoas de todo o mundo fizeram 131,3 bilhões de pesquisas. EUA, China e Japão encabeçam a lista dos países com mais pesquisas, enquanto Rússia, França e Brasil registraram o maior crescimento. O que estas pessoas procuram? Quando não usamos a internet para encontrar um serviço ou produto, usamos a internet para conhecer a reputação de uma empresa ou de um produto. Óbvio? Pode ser, mas é o que acontece na prática e este é o principal argumento pelo qual sua empresa não pode ficar fora da web.
Aí o empresário, agora convencido da necessidade de ter um site, procura “alguém que mexe com isso” e encomenda uma página provisória, só com o nome e telefone. Em pouco tempo está no ar um belo site “em desenvolvimento” da empresa. Quer coisa pior que isso para a imagem institucional? Quantas vezes na vida você se deparou com um site em construção e voltou a visitá-lo na semana seguinte para ver se a construção tinha acabado?
A questão do arroz com feijão aqui não se trata de fazer um site magnífico. Trata-se de colocar no ar um site eficiente e que transmita aos seus potenciais clientes uma imagem adequada da sua empresa. E aí começo a questionar: o que o cliente quer encontrar no site da sua empresa? Fará diferença para ele um site com música de fundo? Introdução em flash? Na maioria dos casos, não.
Finalizo dando uma dica sobre a introdução em flash. Sabe qual é um dos botões mais clicados na internet? Pular introdução. É tamanha a aversão dos internautas às introduções em flash, que o Google disponibiliza em seus resultados de busca uma opção de “skip intro”. Ou seja, o mecanismo de busca mais utilizado do mundo permite que você vá direto ao assunto. Ora, se ele já faz isso pelos internautas, você ainda vai insistir naquela introdução de 10 segundos em Flash? Tá faltando arroz com feijão no teu marketing, meu amigo.
Marcelo Toledo é jornalista, pós-graduado em comunicação empresarial, e diretor da  www.agenciadecomunicacao.net.br